O meu apelo ao chamar-lhe é só a consciência de um sentimento chegando.
Maduro. No tempo certo de colher.
Que medo de não dar tempo!
O meu corpo revela o seu entre espumas perfumadas. Dentro de nossas extravagâncias.
Que aflição! Não se debata.
Os seus olhos tão profundos. Lapidados para entregarem a mim.
Não os deixe perder-se no mundo!
Que agonia!
Deixe-os sob meus cuidados. Eles sempre estarão brilhando.
Contagiando-nos. Que prazer!
Seu sorriso secreto de exato esmero derrete meu coração. Na planície soberba. Em ecos retumbantes.
Que paixão!
O meu apelo ao chamar-lhe é só a consistência de um desejo existente.
Quente. Definido. No tempo certo.
Que loucura perfeita!
O meu apelo ao gritar seu nome no eco é só pra pedir para o vento trazer o meu nome como resposta.
A minha poesia em súplicas e apelos é somente inspiração para matar a solidão do feriado. Para matar a saudade de você. Para lembrar de seu espaço junto a mim.
Que febre!
O meu apelo transborda o copo de vinho. Os corpos embevecidos, embriagados e convencidos sorvem das uvas.
Interpretam os acordes e compassos do coração e devassam nosso amor sem vexame algum.
O meu apelo agride sua consciência. Aguça seu prazer. Perverte seu ser.
Cala sua língua úmida na minha.
Vem, há tempo...
Vem, ouça o eco de nossos nomes no paraíso.

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